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04/06/2020

Ser gestor de frotas vai muito além do que administrar veículos. Buscar eficiência e priorizar o bem-estar dos colaboradores é muito importante nessa missão, como também encontrar maneiras de reduzir custos. Para isso, o setor de frotas precisa de profissionais antenados com as tendências e dispostos a fazer análises cada vez mais complexas para otimizar o serviço. Por isso, a chave encontrada para ligar a ignição da gestão de frotas do futuro são os indicadores. E ao lado de T.C.O e R.O.I, outra sigla pode ser muito importante para esse novo setor de frotas: o T.C.M

O que é T.C.M? 

Em entrevista para o podcast do Instituto PARAR – De Gestor para Gestor – o gerente regional de vendas da Golsat, Marco Roza, alertou para essa sigla que passou a ser ouvida com mais frequência no bate-papo dos gestores de frota, que agora entendem o seu papel também como gestores de mobilidade. “Ser gestor de frotas é trabalhar com indicadores para evitar problemas”, afirma Roza, que diz que agora é preciso calcular também o Total Custo de Mobilidade (o T.C.M). “As empresas vão ter que começar a pensar mais no tempo que o colaborador gasta para, com alternativas de mobilidade, otimizar o trabalho desse profissional e considerar os gastos da frota”. 

O gerente mostra uma situação hipotética que ilustra a importância de entender a mobilidade como uma forma de dar mais tempo à vida de cada colaborador. “Se você vai fazer uma pequena viagem e você tem a possibilidade de ir com uma carro de aplicativo, nesse tempo como passageiro, você pode responder os seus e-mails ou pensar em uma apresentação para um cliente”. Otimizar o tempo de cada profissional de frotas é essencial para que ele possa desempenhar um trabalho ainda melhor. Por isso, uma das premissas do Instituto PARAR ao falar sobre mobilidade no setor de frotas é mostrar que tempo é vida! 

Mas além dessa relação com o tempo, a mobilidade também pode reduzir os custos de uma frota de maneira eficiente e, por isso, na hora de calcular esses gastos também é necessário somá-los aos custos de mobilidade. Uma situação que mostra muito bem a importância da compreensão dos recursos de mobilidade é quando pensamos na ociosidade dos veículos. Veículos parados nas garagens e estacionamentos são um custo muito alto para uma empresa e o simples cálculo do T.C.O já aponta para isso. São impostos, custos de manutenção, depreciação e desmobilização entre outros gastos que podem ser poupados caso os veículos não sejam de extrema importância para a operação. 

Vemos, muitas vezes, empresas terem pequenas frotas para os setores de gerência, por exemplo, em que os veículos têm uma rodagem baixa, já que são usados apenas para curtas distâncias, como para ir a uma reunião ou visitar um cliente esporadicamente. Por isso, colocando esse custo do veículo na ponta do lápis, é fácil perceber que ter esse veículo não compensa. E o que pode solucionar esse problema? Alternativas de mobilidade. O custo de uma corrida por aplicativo ou um veículo compartilhado pode ser bem menor do que investir em um veículo apenas para isso. 

Informação e um pensamento estratégico são duas skills importantes para um gestor de frotas que quer fazer a diferença na sua empresa. Trabalhar com indicadores para fazer uma análise profunda do que a sua frota precisa é primordial para reduzir os custos e otimizar o trabalho de todos os colaboradores. Por isso, nessa jornada é fundamental que mobilidade e as frotas caminhem lado-a-lado.

O que você achou dessa nova sigla? Já tinha escutado sobre? Conta pra gente nos comentários.

Comentários

1 comentário
  1. Carmen da Silva Vieira Tatibana disse:

    Eu já tinha ouvido falar nesta sigla no WTW, e realmente podemos acrescentar mais tempo na vida dos associados, utilizando esta ótica e o apego ao veículo vem diminuindo, cada vez que pensamos em sustentabilidade e qualidade de vida, podendo ser substituído por outros modais.

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