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11/04/2018

Flavio Tavares e Cesar Urnhani respondem suas dúvidas sobre gestão e direção.

 

GESTÃO

Flávio Tavares, diretor de marketing da GolSat e PARAR Leader

 

  • Entrei faz pouco tempo na companhia e, fazendo a análise dos nossos indicadores, percebi um número muito elevado de multas por excesso de velocidade. Que tipo de ações posso fazer para reverter esse quadro?

Um das ações fundamentais é construir uma Política de Frota onde as regras do jogo estejam muito claras e muito bem definidas. Quando elas não estão muito claras, por mais que você fale que a legislação de trânsito já diz a velocidade máxima daquela via, é importante que a empresa se posicione falando que dentro da nossa companhia as regras são essas e que para nós isso é permitido e isso não é permitido.

Regras claras, amizades duradouras é uma frase que falamos bastante e que funciona perfeitamente nesse contexto. Além disso, é importante conscientizar os colaboradores de que esses excessos são consequências de um comportamento perigoso e que estão colocando suas vidas em risco. Para isso, a companhia pode desenvolver campanhas educativas sobre segurança no trânsito, trazer palestras sobre o tema para dentro da empresa e promover o treinamento dos motoristas.

 

  • Estou construindo a Política de Frota, pela primeira vez na empresa, mas ainda tenho muitas dúvidas sobre o que deve e o que não deve constar no documento. Tem alguma dica de por onde devo começar?

Uma dica importante é envolver outros departamentos, área de RH, área jurídica, área de segurança do trabalho, porque a soma desses departamentos vai te ajudar a ter uma visibilidade maior do que vocês estão construindo. A Política de Frota é documento da empresa e não só do gestor de frota. Também é importante escrever sua Política da forma mais clara e objetiva possível, pois é um documento que deve ser compreendido e seguido por todos.

 

  • Nossos motoristas rodam cerca de 8 a 11 horas por dia, mas estamos incluindo em nossa política de segurança a proibição de viagens noturnas. Você concorda com essa medida?

A determinação da ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) é que se evite longas viagens noturnas, pois nesse período o quadro de cansaço ou fadiga do motoristas pode se intensificar. Nós somos contra qualquer prática que coloque em risco à segurança, portanto, é importante que vocês se atentem sim a essa questão. Mas também é importante os gestores estarem atentos às pausas durante as viagens, pelo menos a cada duas horas, para se alongar, relaxar o corpo ea mente. Dirigir exige responsabilidade e gerenciar quem está atrás do volante também.

 

DIREÇÃO

Cesar Urnhani, piloto de testes e apresentador do Programa Auto Esporte

 

  • A gasolina aditivada dá mais potência ao carro?

Não. A gasolina aditivada tem a mesma octanagem que a gasolina comum, o que muda é que a gasolina aditivada recebe uma série de detergentes e espessantes para fazer o que a gente chama de “flush”, uma limpeza dentro do motor. Portanto, no que se refere à potência, ela não melhora nada. Quem melhora a potência é a gasolina Premium ou Podium, que possuem uma octanagem maior, que varia de 92 a 97 octanas.  

 

  • É correto intercalar gasolina comum com etanol no caso dos veículos flex?

Segundo a regra do veículo flex, você pode usar tanto gasolina quanto etanol em qualquer proporção. A única recomendação, e que está no manual do veículo, é de que quando você for fazer uma troca de tanque inteiro, o ideal é você fazer essa troca de forma progressiva. Meio tanque, meio tanque de etanol. Se você esgotar o tanque, encher um tanque novo de etanol e logo parar o carro, há uma chance do seu carro não dar partida no dia seguinte. Quando você troca de tanque inteiro para tanque inteiro, você tem que rodar algo em torno de 10 a 20 km, até todo o sistema de injeção e sonda lambda ler o combustível novo que entrou. Isso para que, no dia seguinte, você possa dar partida no carro e não ter problema algum.

 

  • Qual a sua opinião em relação ao uso de aparelhos celulares no viva-voz enquanto se está dirigindo?

Primeiro, não está claro na lei que dirigir usando um bluetooth ou sistema viva-voz, você está passível de multa. Então, se não está previsto, você pode utilizar. O que preocupa é o grau de risco que você está correndo. Quando você está conversando com alguém que está dentro do carro, essa pessoa também está participando do evento, muitas vezes você está conversando com ela e ela mesmo chama sua atenção para alguma situação que está acontecendo na rua.

Diferente da pessoa que está com você no viva-voz e que não tem ideia do que está acontecendo no seu entorno. Portanto, muitas empresas não apenas não recomendam, como não permitem o uso do viva-voz e nem do bluetooth por conta da distração. Imagina um chefe dando uma péssima notícia para o motorista e ele ali no volante, tenso, nervoso. O ideal, mesmo com o telefone no viva-voz, é você parar em um lugar adequado (e esse lugar não é acostamento) e aí sim atender. Se você não fizer isso, você não será multado, mas estará colocando a sua segurança em risco.

 

Ficou com mais alguma dúvida? Manda pra gente nos comentários. 

 

Por: Flavio Tavares e Cesar Urnhani para PARAR Review.

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