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12/12/2015
A decisão de ter uma frota própria ou locada é um passo importante, e escolher a opção certa, em muitos casos, se resume a uma questão financeira: "Seria mais rentável para a minha empresa possuir ativos ou terceirizá-los?". Reunimos nesse post opiniões de terceirizadoras renomadas do mercado e de gestores de frotas que são referência em suas atuações sobre 3 assuntos que influenciam diretamente na decisão de compra ou aluguel.  

Manutenção

"As manutenções preventivas são relativamente mais simples de serem controladas, o carro já sai de fábrica com os períodos pré-determinados, seja por tempo ou Km.  Por outro lado, o controle das paradas por manutenções corretivas é algo bem crítico nas corporações. A capilaridade das redes é falha, nem sempre as oficinas ou as concessionárias estão preparadas para receber um carro de frotista. Somado a isso, a maioria dos gestores de frotas tem um tempo muito curto para deixar os carros parados sem prejudicar sua operação. Por isso, as locadoras usam da sua expertise para indicar os melhores centros automotivos, além de possuir um time especializado para identificar se é necessária a troca da uma peça, por exemplo. Outra vantagem está relacionada a grande escala, ou seja, a locadora consegue atender todo território nacional com um nível de serviço bem elevado". José Mancuso, diretor de operações da ALD Automotive   "A frota da CCR está presente em cinco Estados e nosso foco principal é o atendimento em rodovias. Já tivemos frota locada no passado, mas há cinco anos fizemos um estudo e optou-se pela frota própria. Nós temos um time de 57 pessoas para tomar conta de toda operação, além de um centro de gestão de frotas concentrado no interior de São Paulo, onde controlamos manutenção, abastecimento, documentação, seguro, leilão, pneus. Somos um time de especialistas para cuidar de toda frota própria. Nosso ponto focal é o custo por Km: controlar esse indicador é o que faz valer a pena a frota própria. O estudo desenvolvido pelo departamento de frotas da CCR é bem feito, temos um rígido controle da frota, especialmente no que diz respeito a manutenção, item essencial com parâmetros bem controlados para compensar o investimento. Os carros da companhia são trocados entre 3 e 5 anos, ou acima de 50.000 Km. Nosso objetivo não é lucrar em cima dos veículos". Milton Filho, supervisor de frotas da CCR  

Compra e Venda

"Nossa frota é pulverizada: atendemos em São Paulo e, também, no meio do mato onde há plantação de soja, por exemplo. Ou seja, temos uma capilaridade muito grande. Pensando em toda essa distância que nossa frota percorre, é preciso se atentar ao tipo de carro que deve ser comprado, e como ele deve ser adquirido. Para isso, a Cargill utiliza de uma estratégia que no meu ponto de vista, de quem está há 20 anos na gestão de frotas, é fantástico: temos um grupo vinculado à área de searching que busca novas oportunidades para o departamento de frotas. Então, assim como as locadoras, nos trazemos as montadoras pra dentro da Cargill, negociamos descontos agressivos diretamente com elas, formas de pagamento, rede de atendimento, e conseguimos obter grandes vantagens na compra. Já o processo de venda na Cargill fica amparado na visão de que podemos beneficiar o usuário do carro, ou seja, os condutores têm prioridade na compra com um desconto que gira em torno de 25%. Essa estratégia faz com que eles cuidem melhor dos carros, evitando desgastes desnecessários. Desenvolvemos também uma ferramenta web interna muito simples, onde expomos os carros para todas as filiais e os colaboradores podem dar lances e adquirir um veículo sem afetar tanto seu bolso”. Edrei Carrenho, supervisor administrativo da Cargill   "É possível que as empresas realizem um trabalho bem feito com sua frota própria, basta o empenho de uma estrutura bem dedicada. Porém, a companhia precisa se atentar a seguinte questão: 'qual é o meu foco? O meu core business?". Esse é o core business da locadora: fazer a gestão completa da frota além da terceirização. Temos os profissionais adequados para realizar análises técnicas e de viabilidade. Obviamente há empresas com belos exemplos de estruturação, com excelentes resultados, mas isso não é uma realidade no mercado. Então, o maior lema da locadora quando se fala em terceirizar versus comprar é que nós permitimos que o cliente cuide de seu core business enquanto especialistas trazem inovações e resultados na gestão da frota”. Luiz Dairiki, gerente de relacionamento da Ouro Verde  

Sinistros

"Temos 250 veículos próprios, entre passeio e utilitários, e nosso índice de sinistros é realmente muito pequeno, inclusive é até item de barganha para negociarmos com seguradoras na renovação de apólice. Em 2015, foram apenas 3 sinistros, sendo 1 relacionado a colisão e 2 a furto de veículo. Temos um trabalho de conscientização no trânsito bem focado, reformulamos constantemente nossa política de frotas, trabalhamos intensamente com os colaboradores a questão da cultura de segurança. Dessa forma, torna-se fácil trabalhar o sinistro na frota própria, basta que a turma que está na rua com o veiculo tome alguns cuidados que garantam a segurança dele e naturalmente o índice de sinistro será bem menor. Outra dica: nós pagamos o reembolso de estacionamento, evitando que o condutor deixe o carro na rua, é uma forma bem eficiente para evitar o furto”. Adilson Campos, gestor de frotas do Grupo Cimed   "Eu aprendi com o Roberto Manzini, do Centro Pilotagem, que todo sinistro em teoria pode ser evitado. O comportamento no trânsito está relacionado à educação e essa será sempre uma tarefa que em suma depende mais da empresa do que dos fornecedores. Porém, nós como terceirizadores de frota, temos o dever de ajudar nossos clientes a estudar os índices de sinistralidade, a utilização da frota, o comportamento do condutor, para verificar a real necessidade dos tipos de seguro. São muitos itens para avaliação e é preciso pessoas competentes a frente da operação”. Ricardo De Bolle, diretor comercial da Arval Brasil   Sua frota é própria ou locada? Deixe nos comentários sua opinião e ajude outros gestores a tomarem a decisão mais acertada sobre o assunto.

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