Segurança no Trânsito, Evitar Acidentes, Acidentes de Transito, Acidentes, Acidente de Carro, Como evitar Acidentes de Carro

Conteúdo

25/03/2018

Se alguém perguntasse a você, gestor de frota, quantos acidentes de trânsito ocorrem anualmente no Brasil, que resposta você daria? Eu sugiro: “muito poucos, raros”. Claro que isso provavelmente surpreenderia seu interlocutor – e espero que não a você, que já está calejado de receber relatórios sobre danos físicos, materiais com veículos da sua frota envolvidos em colisões, choques, tombamentos, atropelamentos, etc.

A explicação é simples: a maioria absoluta do que chamamos de “acidentes de trânsito” não é acidente e deveria ser conhecido por outros nomes. Por exemplo: quando você dirige em velocidade acima do limite permitido e choca-se com algum obstáculo, você não teve um “acidente”, você acaba de causar uma colisão. Se você fura um sinal vermelho e destrói outro veículo, você não teve um “acidente”, você acaba de provocar um choque. Se você bebe e dirige e “encontra” uma árvore no seu caminho, você estava bêbado(a) e chocou-se com uma árvore. Claro, se está ao volante e digitando mensagem no celular e enfrenta um obstáculo, você não levou azar, mas incorreu num ato de inconsequência e/ou irresponsabilidade e provocou um evento de alcance impensável.

 

Não estamos falando de simples acidentes

Acidente, segundo o dicionário é “o que é casual, fortuito, imprevisto” e as situações relatadas há pouco não significam isto, embora a maior parte da (nossa) sociedade continue achando que é. É disso que quero falar neste artigo. Chamar sua atenção e incentivá-lo a compartilhar esses argumentos. Entendo ser este um papel importante entre as muitas atribuições do gestor de frota ou mesmo executivo de empresas que tenham (ou não) uma frota para monitorar.

Vivemos boa parte do tempo achando que os chamados “acidentes de trânsito” eram obra do destino ou vontade de Deus, crendice que, felizmente, está praticamente extirpada embora ainda se veja aqui ou ali alguns em alguns pontos do país. Uma vez eliminada essa crença nociva, pois não contribui para o esclarecimento da população, está na hora de partir para o próximo passo que será de tentar acabar com o conceito do “acidente de trânsito”, tal como hoje a sociedade o percebe. É um trabalho de gigante num país gigante por natureza.

 

Falta conhecimento ou falta priorizar?

Começa pelo tamanho do país, pela distribuição geográfica da população, pela dificuldade de “conversar” com ela, passando pelo baixo nível de educação básica, pela fala de cultura de segurança. Como se isso não fosse pouco, observa-se uma total inapetência das autoridades do setor em lidar com o assunto, seja por desconhecimento de como se faz isso ou, o que é mais provável, por falta de prioridade aos assuntos de segurança no trânsito, tão comum no país nessas últimas décadas.

Esse tema me inquieta há muitos anos e não percebo sinais de preocupação por parte de quem comanda o comando. Saúdo, assim, o Instituto PARAR por provocar o assunto e espero que ele consiga estimular um debate oportuno, necessário, esclarecedor e que, sobretudo, seja capaz de jogar uma luz sobre nossa população para tirá-la da escuridão em que se encontra. 

 

Vamos continuar o debate? Mande sua dúvida nos comentários.

 

Por: Pedro Corrêa, Consultor em segurança no trânsito, para PARAR Review. 

Comentários

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Segurança no Trânsito, Evitar Acidentes, Acidentes de Transito, Acidentes, Acidente de Carro, Como evitar Acidentes de Carro