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Precisamos falar sobre ansiedade no trânsito

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Precisamos falar sobre ansiedade no trânsito

17 de Setembro de 2021

A ansiedade sempre esteve presente entre os motoristas e na pandemia está ainda mais acentuada. É preciso buscar maneiras de controlá-la, para não adoecer, diminuir o rendimento ou se envolver em situações de violência no trânsito. 

Estar diariamente no vaivém do trânsito é, sem dúvidas, desafiador. É preciso lidar com congestionamento, falta de bom-senso de motoristas, imprudências de pedestres e motociclistas, dentre outras situações de estresse. Tudo isso exige que o condutor esteja em constante atenção.

Diante dessa tensão, muitos motoristas, especialmente os que trafegam com maior frequência, apresentam sintomas de ansiedade no trânsito. Os sinais podem aparecer de forma sutil, com um quadro de irritabilidade maior, ou intensamente, com uma descarga de adrenalina, que gera aceleração dos batimentos cardíacos, falta de ar, suor, boca seca e nervosismo.

Com os nervos "à flor da pele”, muitas pessoas acabam se envolvendo em brigas de trânsito, cujos desfechos podem ser graves, ou ainda chegam em casa, após um dia de trabalho, angustiadas e tensas. A ansiedade no trânsito pode impactar na vida familiar e social, com consequências à saúde física e mental do condutor.

 

Pandemia acentuou ansiedade entre motoristas

Para agravar a situação, no período de pandemia, as pessoas desenvolveram ou aumentaram sintomas de estresse, ansiedade ou depressão. Uma pesquisa recente feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), revelou que 80% da população brasileira ficou mais ansiosa na pandemia. O estudo mostrou ainda que 65% dos entrevistados apresentavam sentimento de raiva e 63% sintomas somáticos: dor, mal-estar gástrico ou qualquer sintoma advindo de um quadro de ansiedade.

São dados preocupantes. Se a ansiedade no trânsito sempre esteve presente entre os motoristas, neste momento de pandemia está ainda mais acentuada. É preciso estar atento e buscar maneiras de controlar essa ansiedade, para não adoecer, diminuir o rendimento ou se envolver em situações de violência e estresse no trânsito, colocando vidas em risco.

 

Como diminuir a ansiedade no trânsito?

- Organize-se: procure organizar a rotina e sair com antecedência, para evitar atrasos e não se sentir ainda mais pressionado.

 - Invista no autoconhecimento: aprenda a lidar consigo mesmo, estabeleça seus limites, conheça suas dores, pensamentos e sentimentos. Isso pode evitar momentos de explosão.

- Não se cobre tanto: às vezes, nem tudo sairá conforme o esperado, e está tudo bem.

- Controle a respiração: a respiração é um dos pontos mais importantes quando falamos de ansiedade. Ao sentir que está em um ritmo respiratório muito acelerado, inspire e expire profundamente, para conectar-se consigo mesmo e não se deixar levar pelo estado ansioso no trânsito.

- Pratique um hobby ou uma atividade prazerosa: isso contribui para diminuir a ansiedade e aumentar a sensação de bem-estar, ajudando a controlar o estresse nos momentos necessários. É a famosa “válvula de escape”.

- Busque ajuda: Se perceber que não está dando conta e que o nível de ansiedade está muito acentuado, não hesite em procurar ajuda profissional.

 
Não negligencie a ansiedade

 Existem muitos caminhos e alternativas para contribuir no gerenciamento da ansiedade. É preciso estar atento e agir. Sabemos que o trânsito tem suas peculiaridades e que é capaz de tirar até mesmo pessoas mais calmas “do sério”. Então, você não está sozinho.

Gestor de frotas, se perceber que seus condutores estão muito ansiosos, pense na hipótese de realizar um bate papo sobre o assunto ou trazer um profissional para conversar com a sua equipe. Vamos zelar pela saúde mental?

 

 

 Agora, conte para nós: Como a ansiedade no trânsito está impactando o seu time?