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Frotas mistas: Um desafio ao gestor

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Frotas mistas: Um desafio ao gestor

28 de Julho de 2021

36% das frotas são mistas no Brasil. Modalidade de gestão exige um posicionamento diferenciado do profissional, que deve aliar tecnologia de ponta, organização de processos e de pessoas. 

 

A gestão de frotas é um trabalho completo, que exige visão, postura e estratégias bem definidas por parte do gestor. No caso de uma frota mista, os desafios são ainda maiores. Imagine gerir veículos leves, como motocicletas, automóveis, SUVs e caminhonetes, simultaneamente a pesados, como micro-ônibus, tratores, caminhões, carretas e ônibus, com eficiência e bons resultados? 

Anal, veículos leves e pesados integram categorias de frotas com características bem distintas. O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) esclarece que os leves têm peso bruto de até 3.500 quilos (3,5 toneladas), e que os pesados ultrapassam esta marca. Diante disso, o limite de velocidade para os veículos pesados, geralmente, corresponde a 80% do que é determinado para os leves nas estradas,com multas e exigências diferenciadas. 

E engana-se quem pensa que uma minoria de empresas enfrenta a realidade de gestão de frota mista. O Relatório Tendências para a Gestão de Frotas 2021, da Trimble em parceria com a YounderEdTech, revelou que 36% das frotas são mistas no Brasil.Um número bastante significativo. 

A Tabocas Participações e Empreendimentos,que atua no segmento de construção de linhas de transmissão e subestações de energia, faz parte desse time. Atualmente, conta com uma frota mista com aproximadamente 2.500 equipamentos, entre máquinas, caminhões e veículos leves, próprios e terceirizados. Na matriz da empresa, há 12 colaboradores envolvidos na gestão desta frota e mais 30 trabalhadores distribuídos nos canteiros e sub canteiros das obras.

O gerente de logística,Weslley Silva, contou que a empresa trabalha com frota mista desde a sua fundação, em 1999. Dentre as especificidades que precisam ser levadas em conta para administrar a frota mista, destacou: gestão de combustível (consumo); mobilização (documentação, frete, mão de obra especializada); manutenção (planos de manutenções, reparos diversos, dificuldade de localizar peças) e política de frota ( cada equipamento e veículo tem uma particularidade).

No que diz respeito aos desafios enfrentados pelo setor, a analista de logística Isabella Pinheiro, apontou que os principais estão ligados às dificuldades envolvidas na gestão de frota em área de acesso precário, com pouca estrutura e difícil comunicação.“A empresa sempre está em busca de tecnologia para ajudar nessa gestão. Hoje a telemetria é peça fundamental para esse processo, pois além de nos auxiliar quanto a localização em tempo real, ainda contribui para a segurança”, pontuou.

Para se ter uma ideia, o também analista de logística da Tabocas,Bruno Leão,revelou que em uma obra de pequeno porte, a empresa chega a um pico de 350 equipamentos, cada um em uma frente de serviço, que pode chegar a 150 km de distância do ponto inicial. “É importante a busca por parceiros mais especializados”,considerou. Ele reforçou que a empresa conta com o empenho e a experiência de seus colaboradores, investe em tecnologia de ponta e possui estrutura e logística capazes de permitir a continuidade e o sucesso das atividades.

Por Paula Bonini